Egresso do Projeto produz documentários sobre as belezas do sertão piauiense

Grasiane Sá é produtor cinematográfico e diretor de documentários que mostram os valores da caatinga. O jovem de 26 anos foi beneficiado pelo Jovens Radialistas do Semiárido em 2013, quando formou-se na turma de Picos do Curso Técnico em Comunicação Social. Atualmente é empresário do setor audiovisual, estuda química na Universidade Federal do Piauí, ministra aulas na rede estadual de ensino e no Projeto que o formou.

Para Grasiane, estar em sala de aula na condição de professor do Projeto foi importante para motivar os alunos, compartilhando sua experiência como egresso e seus conhecimentos sobre curta-metragem. “Pude mostrar aos alunos a possibilidade de produzir vídeo de forma experimental, com linguagem cinematográfica no sertão do Piauí”, afirma.

O jovem nasceu e passou sua infância na fazenda Povoação, zona rural do município de Pio IX-PI, trabalhando com agricultura e criação de animais. Aos 16 anos passou a morar na sede da cidade para estudar. O jovem driblava algumas dificuldades do local onde vivia, como falta de acesso à informação e de energia elétrica, fazendo cursos por correspondência como desenho artístico e publicitário, letrista, faixista e cartazista, através do Instituto Padre Reus.

Quando concluiu o ensino médio em 2008, desenvolveu autonomamente atividades artístico-publicitárias e já tinha clientela para o futuro empreendimento, a produtora GR Produções, que tem como slogan “a imagem da nossa terra”. Sua empresa tem como foco mostrar o melhor do sertão do Piauí através de documentários em vídeos, designer gráfico para web-sites, entre outros serviços.

Em busca de mais conhecimento, Grasiane Sá decidiu participar do Projeto Jovens Radialistas do Semiárido, que tem apoio da Brücke Le Pont e patrocínio da Petrobras. “O curso despertou a importância de valorizar e reconhecer as potencialidades que existem no semiárido, desde as mais sutis formas de adaptação e sobrevivência, até o riquíssimo patrimônio de valores culturais que mantêm o nosso povo. Sobretudo, pude identificar a comunicação como ferramenta de transformar para melhor nossas vidas”, afirma.


Repórter: Ayla Esmero

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