A missão de comunicar uma causa

Saber ouvir, falar e mobilizar deve ser a essência dos comunicadores da Igreja na Amazônia.

O coordenador do Projeto Jovens Radialistas do Semiárido, Jessé Barbosa, participa em Brasília do Encontro de Comunicadores da Rede Eclesial Pan-Amazônica (REPAM), onde ministra palestra sobre práticas comunicacionais que contribuem para cidadania e o direito à informação.

Para Jessé “a comunicação da Igreja será muito mais eficiente se falarmos porque fazemos, ao invés de o que fazemos”. Essa responsabilidade de comunicar uma causa tem o poder de mudar a postura das pessoas.

“Nos dias atuais importa menos o que fazemos e mais no que acreditamos, nossos valores, nossas causas” afirma. Um dos objetivos da conferência foi inspirar caminhos para promover a cidadania a partir do viés da comunicação e descobrir novas formas de contar boas histórias em veículos de radiodifusão e internet. O jornalista acredita que a comunicação deve ser simples, fácil e acessível.

Um olhar para a cidadania

O projeto de formação de cegos para rádio discute temas relevantes e problemas enfrentados nas cidades, como mobilidade urbana e falta de acessibilidade. A capacidade de identificar os sons e a sensibilidade dos alunos provocou mudanças nos educadores. Foi preciso capacitar a equipe para evitar a "violência do favor".

Compreender que a comunicação começa no receptor e que o rádio desperta a imaginação possibilitou formar, informar, inconformar e transformar todos os envolvidos. Os resultados foram além do esperado – e sonhado. Mobilizar políticas públicas para pessoas cegas, promover a mudança de pensamento e a conscientização.

Segundo Jessé o projeto demonstrou “uma necessidade que os cegos tinham de falar sobre sua cidade e a necessidade de desenvolver atividades contra a violência do favor. ”

Projeto Jovens Radialistas

Promover o protagonismo juvenil e comunicar uma causa. O projeto possibilita a compreensão de que apenas a formação técnica não é suficiente. Comunicação é uma estratégia. O documentário O Semiárido grita representa a luta por políticas públicas que gerem qualidade de vida e narra a história das pessoas que estão sofrendo com a chegada da mineração na região sul do Piauí. É um grito que precisa ecoar.

Com informações de Brenda Pereira Manine / Rede Marista


Repórter: Francisco José

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