“O projeto nos capacita a atuar em nosso local de origem: o semiárido”

Elaine Gomes, mais conhecida como Elaine Poeta, sempre sonhou em ser jornalista. A paixão pela comunicação começou aos 8 anos de idade. “A conquista de um sonho e a crença na transformação social do meio em que estou inserida, com certeza foram os primeiros motivos para a procura do curso”, afirma a ex-aluna da turma de 2013, em Oeiras, do Projeto Jovens Radialistas do Semiárido.

Antes de ingressar na área da comunicação, Elaine trabalhou oito anos no projeto social “Letrinhas da Cidadania” da FUMDHAM- Fundação Museu do Homem Americano, aonde criou junto com os adolescentes, o jornalzinho impresso “O Casulo”. Após atuar neste projeto, surgiu a oportunidade de se profissionalizar com o curso técnico em Comunicação Social realizado pelo Instituto Comradio do Brasil. Todo mês a jovem tinha que viajar 200 km de Coronel José Dias, cidade onde morava, até Oeiras, local das aulas.

Para a jovem, o Projeto capacita e estimula os alunos a atuar no seu local de origem. “Aprendi a importância da promoção e a construção política do semiárido, a criação dos laços com a comunidade para promover a participação cidadã e a luta do povo do semiárido, além de promover a imagem de um semiárido rico e viável”, explica.

Os conhecimentos que adquiriu, hoje são aplicados no seu trabalho como comunicadora popular da Articulação Semiárido Brasileiro (ASA Brasil), rede formada por organizações da sociedade civil que atuam na gestão e no desenvolvimento de políticas de convivência com a região semiárida. Elaine também trabalha na comunicação da Cáritas Diocesana de São Raimundo Nonato e é referente local do projeto Jovens Radialistas nesse município. Ela acredita que o curso despertou seu lado empreendedor, tanto que já tem um projeto de comunicação visual para uma microempresa que fabrica brindes e estampas em camisetas.

“O projeto Jovens Radialistas do Semiárido nunca foi apenas um curso profissionalizante, ele é um projeto de vida, e de vida digna para os jovens do semiárido. Ele abre um leque de oportunidades de atuação na área da comunicação e do empreendedorismo e lhe empodera para o protagonismo e a autonomia”, finaliza a jovem que ainda sonha em fazer a faculdade de comunicação social.


Repórter: Ayla Esmero

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