“Agora estou oficialmente apto, eu nasci para o rádio”

Os comunicadores sociais que vivem no semiárido desejam dialogar com a população local, compartilhar informações, reconstruir a imagem do seu local de origem, vencer obstáculos. “As dificuldades são inúmeras, mas não seríamos tão fortes, esperançosos e insistentes na intensidade que somos, se não fossem elas”, afirma o recém formado aluno do Projeto Jovens Radialistas do Semiárido, César Soares, na turma 2014, de São Raimundo Nonato.

Para ele, é necessário que as pessoas tenham um vasto conhecimento para conviver com o semiárido. Dentro desse contexto a comunicação tem papel fundamental: “é a chave universal que abre a fechadura de qualquer porta, ela encurta distâncias, aproxima e une pessoas, e unidos somos mais fortes, temos mais força, mais coragem e mais garra. Comunicar para o semiárido, informar a nossa gente, não tem dinheiro que pague essa satisfação”.

César sempre teve o sonho de se profissionalizar, pois sua paixão por rádio começou cedo, em 2004. Participava de cursos na área, mas todos eram de pouca duração. Quando apareceu a seleção para alunos do projeto, foi a oportunidade que esperava. Durante o ano de 2014, ele pôde aprender técnicas de edição de áudio, a incrementar os textos, torná-los mais atrativos e convincentes e a melhorar suas técnicas vocais. “Agora estou oficialmente apto, eu nasci para o rádio”, afirma após o término do curso.

Estes conhecimentos adquiridos no Projeto Jovens Radialistas, que tem apoio da Brücke Le Pont e patrocínio da Petrobras, foram importantes para complementar seu trabalho no CD Estúdio, em Várzea Branca. Em 2009, quando criou o empreendimento, as instalações eram tímidas, mas em 2011 fez uma reforma no local e hoje acredita fazer um trabalho a altura dos clientes, com a gravação dos spots. Além disso, cursa o VI bloco de Licenciatura Plena em Computação e para o futuro tem planos de trabalhar como radialista.


Repórter: Ayla Esmero

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