​Qual o papel do comunicador no debate sobre desenvolvimento no semiárido?

Durante o módulo ‘Produção de Programas de Rádio’, que aconteceu nos dias 8 e 9 de agosto, o Coordenador da Cáritas Diocesana de São Raimundo Nonato, Hildebrando Pires, promoveu um Espaço de Diálogo com os alunos sobre o V Grito do Semiárido Piauiense. O movimento visa discutir políticas públicas e os impactos da mineração da região, durante os dias 24 e 25 de setembro. Segundo Hildebrando, é necessário que o modelo de desenvolvimento local tenha como prioridade a qualidade de vida do povo do semiárido.

“Nós chamamos pra nós jovens radialistas a responsabilidade de ajudar a grande massa a refletir, apresentar-se no rádio e fazer desse meio um espaço de debate profundo e crítico sobre a situação. Se de um lado é necessário implantar formas de desenvolvimento e atividade para o Estado, por outro tem que se considerar primeiro a vida do povo desse lugar. Precisamos refletir como esse povo se organiza para enfrentar ou pelo menos discutir”, afirma o coordenador.

Na oportunidade os alunos aprofundaram o debate e escolheram diversas pautas sobre o assunto para a gravação de programas de rádio, produção de textos e fotos. São exemplos: falta de água em São Raimundo Nonato, qualidade da água na região, adutoras construídas que não funcionam, intervenção da mineração, políticas públicas para semiárido.

Em 2014, os alunos do Projeto Jovens Radialistas do Semiárido gravaram o documentário ‘O Semiárido Grita’, nos dias 16 e 17 de outubro. O filme aborda a problemática da mineração, das carvoarias e seus impactos nas comunidades do sul piauiense. Após o lançamento do documentário, os fornos já foram quebrados no território e o debate para melhoria de vida do povo do semiárido continua. 


Repórter: Ayla Esmero

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