​De vigilante a empreendedor

Aprendendo com os erros para realizar um sonho

O meu erro foi contar meu sonho para as pessoas erradas. Esta foi a forma que Claudenir Macêdo, participante do projeto Jovens Radialistas do Semiárido, iniciou uma entrevista sobre o seu empreendimento. Claudenir, que mora na cidade de Oeiras, recebeu o Instituto Comradio na sua Gráfica Rápida, no sábado, 23 de janeiro, montada numa sala de um metro e meio, por dois e meio. O negócio tem apenas quatro meses, mais já era um sonho de muito tempo. Vamos saber um pouco mais sobre os segredos desta história de sucesso.

Instituto - Como desistir de um sonho te ajudou a montar o seu próprio negócio?

Claudenir - Sempre tive um sonho de criar um estúdio de rádio na minha cidade, mas cometi um erro de contar para muitas pessoas que em pouco tempo colocaram em prática a minha ideia. Por ser uma cidade pequena o mercado ficou muito concorrido, foi aí que conheci um programa de computador chamado Corel Draw específico para criação de arte gráfica. É claro que isso tem muita influência do projeto Jovens Radialistas que me despertou para o entendimento da comunicação. Então me apaixonei pelo poder das imagens e desisti do primeiro sonho, que era um estúdio, para começar a luta por outro sonho: uma gráfica rápida.

Instituto - Quais foram os primeiros passos?

Claudenir - Primeiro pesquisei sobre o mercado para ver se o negócio tinha viabilidade financeira, e em paralelo a isso fui estudado e praticando com programa Corel. Neste momento percebi dentro de mim que tinha uma veia de criatividade latente. Foi aí que criei o nome da empresa, Sete Traços que tem este nome porque na arte gráfica com um traço fazemos coisas lindas e poderosas e com o sete, que é um número perfeito, pode-se fazer muito mais. Mas antes disso fui me preparar trabalhando numa gráfica para entender como o negócio funcionava pensando no meu futuro. Eu dividia o trabalho na gráfica com o emprego de vigilante de um prédio público.

Instituto – Como foi largar o emprego de vigia para montar o negócio?

Claudenir – Comecei fazendo trabalhos mais simples em programas como Word, Power Point para a igreja. Agora faço cartões de visitas, folder, cartaz, logomarca, calendário e projetos de design gráfico para empresas. Para começar o negócio larguei o emprego de vigilante e o emprego na gráfica. Com o dinheiro que recebi, comprei um computador e uma impressora. Hoje já consegui com o meu trabalho comprar mais impressoras e outros computadores para atender melhor meus clientes. Isso só foi possível porque tive coragem e acreditei no meu sonho.

Instituto – Quais foram os seus erros e acertos nesta trajetória?

Claudenir – Acertei quando eu tive a iniciativa de montar o meu negócio e me preparar para isso. E errei por ter dúvidas de que daria certo. Hoje mais forte, sei que vale a pena lutar pelo meus sonhos.

Instituto – Como você atende seus clientes?

Claudenir – Atendo a maioria dos meus clientes pelo Whatsapp. Tanto na hora de receber demandas de trabalho, como durante a produção, aprovação e entrega do material. Isso me ajuda muito e os clientes ficam satisfeitos com isso.

Instituto – Como você vê seu negócio no futuro?

Claudenir - O futuro é crescer, ampliar para atender melhor a minha cidade. Hoje trabalho sozinho, mas me vejo tendo uma equipe para cada vez mais atender melhor os meus clientes.

Instituto – O que dizer para outros participantes do projeto Jovens Radialistas do Semiárido que querem empreender?

Claudenir- Façam o projeto, pois me ajudou muito em ter uma postura profissional mais adequada e claro o reconhecimento das pessoas pela formação que tive. Digo aos que querem empreender que não desistam e prestem a atenção nos erros para aprender e acertar.

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